21 de setembro de 2014

Resenha do Livro: Dahria

  Olá gente, como estão?
  Bem, a resenha de hoje é sobre o livro Dahria, da autora nacional Cheile Silva (clique aqui para obter mais informações sobre a mesma). Ela foi a primeira autora com quem conversei, e digo mais: é uma das mais simpáticas. Sem mais delongas, vamos começar:



Sinopse: Os três irmãos Bigley ouviam toda noite histórias contadas por seu avô, sobre grandes aventuras vividas por alguns jovens em uma terra mágica chamada Dahria. Entre os três irmãos está Catarina Bigley, uma adolescente que se tornou adulta com rapidez quando a mãe morreu. Catarina sentia que não tinha mais tempo para histórias bobas, e considerava a rotina uma coisa segura, mas com a ajuda de Oliver e o anão Nosbor, ela vai descobrir a verdadeira magia e aprender a acreditar em mais coisas do que seus olhos conseguem ver. Com ajuda do avô, os três irmãos irão parar em Dahria. Uma profecia havia sido feita há centenas de anos, e os irmãos Bigley irão descobrir que estavam destinados a serem heróis e enfrentar magos perversos e poderosos, assim como criaturas perigosas nunca imaginadas.


Autor: Cheile Silva

Coleção: Literatura Juvenil

Páginas: 202

Data de publicação: Março de 2014

Gênero: Fantástico

ISBN: 978-989-51-0878-7

  Bem, como vocês podem ver o livro é do gênero fantástico (e essa palavra pode muito bem descrevê-lo). É um livro da literatura juvenil, mas isso não quer dizer que ele é só para esse público. Muito pelo contrário: qualquer pessoa, de qualquer idade, deve ler ou ouvir essa história. É um livro super fofo, mas ao mesmo tempo com uma mensagem bem desenvolvida: não devemos aprender a acreditar só em coisas que podemos ver. 

  O livro nos mostra a dificuldade das pessoas de acreditarem em coisas impossíveis para elas, mesmo estando vendo essas coisas. E é nesse contexto que vou apresentá-los Catarina Bigley. Como está na sinopse, ela é uma menina que se tornou adulta quando a mãe morreu, pois se achava no dever de cuidar dos irmão gêmeos mais novos, do pai e do avô. E para isso, ela também se achava no dever de parar de acreditar em histórias sobre magia, pois não podia perder tempo com isso. E mesmo tendo ido para Dahria, convivido com os seres mágicos de lá, ela demorou muito tempo para acreditar que aquilo era real, que era uma terra mágica. Nesse quesito ela me irritou bastante, mas eu acho que era isso mesmo que a autora queria: mostrar como é irritante e desagradável essas pessoas que insistem em não acreditar em coisas que consideram impossíveis, mesmo estando em contato com elas.
— Como viemos parar aqui, para começar? Digo, eu sei como, mas por quê? — perguntou Catarina olhando em volta do salão. — Meu avô está por trás desse truque, não é? Isso é algum parque temático? Foi algo muito bem feito, devo admitir.
  Mas também há aquelas pessoas, em sua minoria, que acreditam em coisas impossíveis, aquelas pessoas que não precisam ver para acreditar: nesse caso, temos os irmãos gêmeos, Natália e Pedro. Eles, como qualquer criança, sempre acreditaram nas histórias do avô, e não pararam de acreditar até o fim do livro. Tinham uma fé cega naquele lugar, e isso pode ser comprovado pelo que eles fazem um pouco mais a frente da metade do livro. Esse foi um dos pontos que mais gostei, mas não vou falar pois seria spoiler.
Natália e Pedro protestavam, eles não pensavam como a irmã, eles queriam ajudar Dahria. [...] Não importava se estivessem colocando suas vidas em perigo, que talvez nunca voltassem para casa, pois se morressem naquelas terras, não adiantaria voltar pelo portal. [...] — gritou Pedro. — Você querendo ou não eu vou ajudá-los Catarina! Eu não sou covarde como VOCÊ!
  Agora vou falar dos outros personagens: o pai de Catarina, Sr. Edward e Ania, a babá das crianças, não aparecem mais de uma ou duas vezes no livro. O avô delas, o que contava as histórias sobre Dahria, aparece no começo e no fim, mas tem um papel crucial na história. Nosbor é um anão super fofo e muito leal a Los, a rainha daquelas terras mágicas. Oliver é um garoto humano, que também veio do mundo que nós estamos acostumados, mas que passou a morar lá, e ele representa as pessoas que não só acreditam no irreal, mas também querem e tentam fazer com que os não crentes acreditem, e ele faz isso com Catarina. Depois vem mais personagens que tem mais importância para os acontecimentos finais da trama.
  O livro é bem curtinho, infelizmente, mas consegue transmitir bem sua mensagem. A leitura é leve e rápida, sem palavras difíceis ou muita enrolação, já que é um livro juvenil. Você pode ler em um dia, mas se você gostar tanto da história como eu gostei, vai dar uma boa enrolada para não acabar.
  Agora vem os pontos negativos, mas eu nem poderia chamar de negativos na verdade. O primeiro seria o de Catarina ser tãooo irritante, mas isso não é um ponto negativo, porque como disse no começo da resenha, faz parte da mensagem que o livro traz. O segundo seria o livro ser muito rápido em seus acontecimentos, mais porque isso ajudou o livro a terminar logo do que atrapalhou a história.
  O desfecho do livro: bem, não é que eu não gostei... Eu adorei, mas é que eu pensei em um final que não daria nem um pouco certo, porque seria estranho... Não vou falar porque também seria um baita spoiler, mas quando você ler o livro, pode vir me perguntar o que eu tinha pensado, okay? Mesmo assim, o desfecho foi do jeito que deveria ser.
  Vou ser bem sincera na declaração que vem a seguir: gostei mais de Dahria do que muitos outros livros, como PJO e o Ladrão de Raios. Só li o primeiro da saga, mas não gostei. Acho que a mensagem que ele quis trazer não foi bem desenvolvida em todas as suas páginas, e acho que a Cheile conseguiu fazer isso em menos páginas.
  Para finalizar, gostaria de recomendar a todos que leiam esse livro, e além disso, para que leiam para seus filhos, netos, sobrinhos. É um livro maravilhoso, um ótimo presente para se dar a um amigo.
  E agora, uma declaração da minha mãe sobre Dahria, que pegou o livro, adorou a capa e a sinopse, não deixou eu ler antes delas, começou a ler, mas eu peguei dela porque eu queria ler, e agora ela está continuando... É uma longa história:
É um livro juvenil, mas que é interessante. Parece que você mergulha no livro, não dá vontade de parar de ler, dá vontade de terminar logo, duro que é difícil...Lucilene Garcia, minha mãe...
  Para acessar o Skoob do livro, clique aqui.
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  Espero que tenham gostado :D

  Se já leram o livro, ou vão ler, deixem a opinião de vocês ;)
  Beijos :)

2 comentários:

  1. Adorei a premissa do livro e fiquei com muita vontade de ler. Acredito que o livro seja curtinho por causa do público para qual ele é voltando. O importante é a história ser boa e bem desenvolvida e, como você disse, ela é.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de setembro

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    Respostas
    1. Pois é, deve ser curtinho por isso mesmo... Leia esse livro, você vai adorar :)
      Beijos (k)

      Excluir

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