20 de setembro de 2014

Resenha do Livro: O Pequeno Príncipe

  Garanto que você já deve ter ouvido falar deste clássico da literatura infantil que encanta públicos de todas as faixas etárias. Em O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, nos deparamos com uma filosofia simples e também profunda. A palavra que usaria para definir este livro é singeleza.
  Logo no começo, chamou-me atenção a dedicatória do livro, muito representativa de uma das mensagens que ele contém: o fato de os adultos não valorizarem o essencial, aquilo que é invisível:



A LÉON WERTH
Peço perdão às crianças por dedicar esse livro à uma pessoa grande. Tenho uma desculpa séria: essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo no mundo. Tenho uma outra desculpa: essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome e frio. Ela precisa de consolo. Se todas essas desculpas não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças. (Mas poucas se lembram disso). Corrijo, portanto, a dedicatória:
A LÉON WERTH
QUANDO ELE ERA PEQUENINO
  Voltando ao livro em si, ele é contado por um piloto que está com seu avião estragado no deserto do Saara. Nessa situação, ele conhece um principezinho de outro planeta; um planeta bem pequeno onde só havia 3 vulcões que iam até seu joelho, sendo que um deles está desativado. Nesse planeta também havia uma flor que cativara o pequeno príncipe. Desta flor ele cuidara e se afeiçoara. No entanto, ele decidiu fugir de lá, tendo partido para conhecer outros lugares. Na sua viagem, encontra “pessoas grandes” que lutavam para conquistar coisas sem sentido, ou ainda, nem sabiam por que lutavam. Percebe-se isso no diálogo entre o pequeno príncipe e um negociante:
- E que fazes tu de quinhentos milhões de estrelas?
- Quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e duas mil, setecentos e trinta e uma. Eu sou um sujeito sério. Gosto de exatidão.
- O que fazes tu dessas estrelas?
- Que faço delas?
- Sim.
- Nada. Eu as possuo.
- Tu possuis as estrelas?
- Sim.
- Mas eu já vi um rei que...
- Os reis não possuem. Eles "reinam" sobre. É muito diferente.
- E de que te serve possuir as estrelas?
- Servem-me para ser rico.
- E para que te serve ser rico?
- Para comprar outras estrelas, se alguém achar.
  Enfim, o livro divaga muito sobre as coisas que damos importância, e nos faz ver que devemos valorizar mais aquilo que foi conquistado com esforço, que tem um significado especial para nós. Por exemplo, o príncipe dá mais valor à água de um poço – lembrando que eles estão em um deserto – porque, para encontrá-la, esteve com seu amigo e passou momentos especiais com ele. A mensagem é muito bonita e nos faz repensar sobre as coisas que damos valor e se elas realmente merecem esse crédito todo que as atribuímos.
Por fim, leiam este belo trecho da despedida do príncipe e seu amigo:

- As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, era ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém...
- Que queres dizer?
- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas rissem! E tu terás estrelas que sabem rir!      
  O livro é curtinho (93 páginas) e no exemplar que li haviam muitas ilustrações feitas pelo próprio autor. Dessa forma, O Pequeno Príncipe se mostra como uma ótima opção de presente para uma criança.
  Poderia ainda falar sobre muitos outros detalhes singelos desta obra, mas creio que é melhor que você a leia e tire suas próprias conclusões. Também não sei se entendi corretamente o livro, mas a mensagem que tiro é que ele é especial à sua maneira para cada um, então, prefiro pensar que compreendi a filosofia do pequeno príncipe.

#ahbemsério, por SHE

2 comentários:

  1. Por increça que parível, nunca li esse livro. Está mais do que na hora de colocá-lo na lista, né? hfhfaeh

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  2. Claro, o livro é beem curtinho e vale super a pena lê-lo, afinal, é um clássico :)

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