21 de outubro de 2014

Resenha do Filme: 12 Anos de Escravidão




Sinopse: 1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.

  O filme 12 Anos de Escravidão é baseado em uma história real, o que o torna ainda mais chocante, pois é duro e cruel imaginar que um homem livre de uma hora para outra é tornado escravo, sendo explorado e maltratado. Ou melhor, mesmo que Solomon não fosse livre, a condição escrava é extremamente desumana e inaceitável. 
 
  Este tipo de filme, apesar de todos sabermos que a escravidão era um mal terrível – e continua sendo, pois em muitos lugares as pessoas ainda são exploradas indireta ou explicitamente –, traz à tona mais uma vez tal tema: a escravidão. E apesar deste assunto já ser bastante discutido, sempre é bom que haja uma nova divulgação na mídia, como é o caso de um filme de grande repercussão. Só para que não esqueçamos, por assim dizer. 
 
  Sobre Solomon, ele é um pai de família, negro, de classe média – foi o que me pareceu. Também é um tanto culto, pois tocava violino. Este talento lhe proporciona algumas vantagens durante o período em que é escravo. Seu primeiro dono, Ford (Benedict Cumberbatch, que também interpreta Sherlock Holmes na série da BBC), lhe dá um violino, já que Solomon - ou Platt, como passam a chamá-lo – teve uma ideia que contribuiu para reduzir os custos de transporte na fazenda. Diante desse destaque dado ao negro, outro funcionário da fazenda, branco, manifesta seu ódio a Platt e tenta matá-lo. Então, Ford vende Platt para mantê-lo longe deste seu inimigo. Porém, não chega a libertá-lo, como seria o justo. Nisso percebe-se que, apesar das boas intenções de alguns Senhores de
Escravos, eles não abriam mão de sua propriedade.

  Solomon/Platt vai trabalhar em outra fazenda, onde seu novo dono, Edwin Epps (Michael Fassbender), é muito mais cruel e violento. Nesta fazenda também vive Patsey (Lupita Nyong'o, vencedora do Oscar), que é desejada pelo dono, mas que a trata violentamente. Ela, inclusive, chega a pedir que Platt a mate, pois não aguenta mais sofrer. Em um desses momentos de sofrimento, Edwin obriga Platt a chicotear Patsey, mas ele não quer fazer isso. Então, o próprio dono passa a chicoteá-la cruelmente. É uma cena incrível, porém forte. Neste ponto parabenizo o ator Michael Fassbender, que interpretou seu personagem com muito realismo.

  Outro destaque é a trilha sonora, muito bem escolhida. Gosto especialmente das cenas em que os escravos cantam, seja enquanto trabalham ou no enterro de um escravo morto.

  [Off] Uma crítica que tenho é em relação ao Brad Pitt. Ele participou da produção do filme e no final, interpreta um “homem bonzinho” que ajuda Platt. Sei lá, só achei que ele entrou no filme como um “salvador da Pátria”, o que me pareceu desnecessário.
  Enfim, apesar disso o filme é excelente, até chorei... Afinal, é angustiante ver tamanha injustiça cometida pelos homens.

  Como prova do reconhecimento do filme, destaca-se a sua indicação ao Oscar em 8 categorias, tendo vencido três: Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Lupita Nyong'o) e Melhor Filme.

  Se ainda não viu, eu recomendo muito que veja urgentemente, pois é um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos.

Trailer


#ahbemsério, por SHE

4 comentários:

  1. Oi Cris!
    O filme parece ser mesmo demais, eu gosto bastante desse gênero.
    Valeu pela dica ;)

    Beijos
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  2. Pois é, ele superou minhas expectativas e acredito que você também irá gostar.

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  3. Oi, Cris. Não assisti o filme ainda, mas me parece ser muito bom. Eu queria muito ler o livro.

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    Respostas
    1. Sabe que eu não estou muito animada para ler o livro... São tantos na lista para ler hehehe

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