20 de janeiro de 2015

Resenha do Filme: A Teoria de Tudo


  A Teoria de Tudo é uma adaptação cinematográfica do livro homônimo escrito por Jane Hawking, ex-mulher do físico Stephen Hawking. A partir da visão dela, somos apresentados a história de superação desse físico brilhante, o que rendeu um filme espetacular, merecidamente indicado ao Oscar e favorito para a categoria de Melhor Filme.

  Acredito que todos reconheçam Stephen Hawking por ser aquele cientista da cadeira de rodas e com a voz de robô, mas nesta obra ficamos sabendo de aspectos mais profundos de sua vida, como quando era jovem e conheceu Jane, com quem acabou se casando. Tempos atrás, antes de eu ver um outro filme sobre Stephen – dessa vez interpretado por Benedict Cumberbatch, o meu querido Sherlock –, eu imaginava que ele já havia nascido com essa deficiência física, mas, na verdade, ele a desenvolveu quando era um jovem adulto. E lembra-se do Ice Bucket Challenge? É a esclerose lateral amiotrófica que Stephen tem, a mesma doença que moveu diversos artistas a tomarem um banho de gelo para angariar fundos e financiar pesquisas em busca de um tratamento.


  Se você não gosta muito de Física, não se preocupe, o filme não explora muito teorias científicas. Mas é claro que há momentos em que se fala de buracos negros, a teoria do Big Bang, o Espaço-tempo e tudo mais. Porém isso não dificulta a compreensão da história. O que acontece é que o maior foco é a vida do físico, o avanço inicial da doença, a dificuldade com a fala, a sua dependência de ajuda; mas acima de tudo, o apoio de Jane, que não o abandonou quando ainda eram apenas namorados e os médicos deram um prazo de dois anos de vida para Stephen.

  Ao longo dos anos, eles se casam, constituem família e têm filhos. Mas aquele é um relacionamento a três: Jane, Stephen e sua doença, o que contribui para o desgaste do casamento. Surge então outro homem, Jonathan, que conheceu Jane no coral da Igreja e se tornou amigo da família, auxiliando-a nos cuidados com o marido. Mas não encare isso como um triângulo amoroso bobo; a forma como o relacionamento entre eles é tratada é muito bela e tocante.

  Porém, há ainda outro tema em questão: a fé. Stephen Hawking é ateu, enquanto sua mulher, Jane, é cristã. A religiosidade é trabalhada no filme de forma interessante, em certos momentos tendo bastante destaque, já que Stephen nega a existência de um Criador para não se impor limites na busca pela verdade científica. Todavia, na parte final do filme, há um momento em que percebemos que ele sofreu uma certa influência da crença de sua esposa.

Stephen e filhos
  Como último tópico, gostaria de falar sobre as inúmeras emoções que senti ao ver o filme. Em certos momentos, eu abria um enorme sorriso por ver alegria na vida de Stephen; já em outros, quando o sofrimento causado por sua doença se destacava, não pude evitar a tristeza e a inconformidade por alguém tão brilhante ter que conviver com aqueles problemas motores. Ainda, houve situações em que tanto eu sorria quanto lágrimas escorriam de meus olhos. Perceba então que esse é aquele tipo de filme que causa um efeito em quem o assiste, e talvez por isso é que esteja sendo tão aclamado pela crítica.
 Enfim, espero que você tenha se sentido motivado a assistir o filme! Como último argumento para que você faça isso, eu ressalto que provavelmente este será o vencedor do Oscar, não só como melhor filme, mas como melhor ator também, pois Eddie Redmayne está impecável como Hawking. Será que preciso de mais provas para ti mostrar o quão incrível o filme é?


  Em breve eu falarei sobre outro indicado ao Oscar: The Imitation Game, que é o filme que eu mais torço para ganhar, já que ele conta com meu querido Benedict Cumberbatch interpretando o matemático e cientista Alan Turing.

O ator Eddie Redmayne e o físico Stephen Hawking
  Sobre as referências a Doctor Who:
  Gostei muito do intertexto com Doctor Who, que ocorre duas vezes – pelo menos que eu tenha percebido. Na primeira, em um jantar de comemoração à pós-graduação de Stephen: quando ele recebe o título de Doutor, seus amigos completam com Who. Já em outro momento do filme, quando a doença já está em estado avançado e ele usa uma cadeira de rodas elétrica e seu famoso aparelho de voz robótica, Stephen gira pela sala com a voz falando “Exterminate, exterminate, exterminate”, que é uma expressão usada pelos Daleks, uma espécie de alienígena robô que aparece na série.

#ahbemsério, por SHE

20 comentários:

  1. Gostei bastante de sua resenha, não é um filme que eu tinha estado curiosa até então para assistir, mas você apontou pontos fortes do filme que me fez ficar com muita vontade de assisti-lo. Ótima dica, irei baixar o filme hoje para assistir!
    Beijo,
    http://pactoliterario.blogspot.com.br/

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    1. Fico feliz que tenha gostado e se sentido interessada em assistir o filme.

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  2. Olá!

    Vi o trailer do filmes e fiquei apaixonada! A vida de Hawking é algo muito fascinante, pena que o filme não chegou a estrear nos cinemas da minha cidade. Vou ter que esperar sair em algum canal da tv a cabo.

    Achei legal as observações que fez, me fizeram querer ver o filme ainda mais.

    Beijos!
    http://coolturenews.com.br/

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    1. Olá!
      Eu também não tive a oportunidade de ver o filme no cinema, mas procurei na internet mesmo hehe

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  3. Gostei da resenha, parece ser um ótimo filme mesmo. Esse será meu próximo filme a ser assistido, na corrida do Oscar o ator parece ser um dos favoritos, mas melhor filme não sei não, talvez eu me surpreenda. Vou assistir =D
    Tudo que Motiva

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    1. Bom, eu não vi muito dos outros filmes, mas como eu curto essa coisa de "cientistas", é um filme que particularmente me agrada, por isso cito ele como um dos favoritos - e também já ouvi outros críticos apostando no filme.

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  4. E estou super afim de ver o filme, mas primeiro tenho que ler o livro haha. Não consigo ver o filme antes da leitura. Rsrs

    Abraços!
    eaijl.blogspot.com.br

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    1. Antes de assistir o filme eu pensava em ler o livro, mas como acho que a história foi satisfatoriamente bem contada, não me sinto mais tão animada em relação ao livro.

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  5. Estou muito ansiosa para assistir esse filme. A história de Hawking é impressionante e esta parece ser uma super produção com um grande elenco. Acho que terei os mesmos sentimentos conflitantes que você, uma hora alegria, outra hora tristeza.

    http://cafeecomletras.blogspot.com.br/

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    1. Espero que consiga assistir logo, tenho certeza de que vai adorar!

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  6. Cris, adorei o post! Estou em uma maratona pré-Oscar, então com certeza assistirei ao filme, que parece ser extremamente emocionante. Gostei do que você expôs em sua resenha. Só me deu ainda mais vontade de assistir haha A fotografia do filme também parece ser bonita :) Beijos!

    www.viagensdepapel.com

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    1. Que bom que gostou, Camila! Espero que adore o filme.

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  7. Oii, tudo bem?
    Ele tem uma história de vida notável, mas não curto filmes biográficos...
    Bjs

    http://a-libri.blogspot.com.br

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    1. Bom, não é necessário olhar o filme considerando que é uma biografia, é só pensar que é uma história qualquer.

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  8. Uma blogueira amiga me influenciou muito a ler o livro, mas ainda não tive a oportunidade. Infelizmente não sabia que tinha o filme, sou péssima em relação a saber sobre isso, mas ok rs. Fiquei bem curiosa para assistir, principalmente por a ver temas que eu goste tanto, como superação e física hahaha!
    Espero realmente assistir e ler o livro.
    Beijos e sucesso.
    http://chuvaelivros.blogspot.com/

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    1. Quando você assistir, acredito que irá adorar, já que gosta de Física!

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  9. A sua resenha só aumentou a minha curiosidade sobre esse filme. Desde que foi anunciado o lançamento de A Teoria de Tudo estou ansiosa para assistir, parece realmente ser muito emocionante. Beijos!

    http://frases-perdidas.blogspot.com.br/

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  10. Eu amei demais esse filme, achei a atuação do Eddie digna de Oscar mesmo e foi interessante ver nas telas a vida de uma pessoa tão importante para o mundo, mesmo que alguns não reconheça. :) Foi bom vê-lo aqui!
    whoosthatgirrl.blogspot.com

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  11. Oi Cris!

    Que resenha magnífica! Eu não conheço Doctor Who e por isso fiquei super satisfeito com as curiosidades que postou ao final dela. Do mesmo modo que você eu me senti muito abalado em alguns momentos e em outros sorri muito. Foi muito bom ver um lado brincalhão de Stephen, mesmo na situação em que estava. Coisa de gênio.
    Outra coisa que me maravilhou foram as cenas finais, quando a caneta da espectadora cai durante a palestra (eu me arrepiei) e o fechamento, com aquele retorno, brincando com o objeto de estudo do físico, o espaço-tempo. Fantástico!
    Eu sei que ama o Cumberbatch, mas vou ter que torcer contra você no prêmio de melhor ator rS'.

    Beijos!

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  12. Ahh, vi esse filme ontem e, olha, se o Eddie não ganhar o Oscar de melhor ator, faço um e entrego pra ele haha Sério. O filme é lindo, incrível. Não posso opinar sobre ser o melhor filme entre os indicados, porque ainda não vi o resto, mas acho que não vou deixar de torcer pra que ganhe haha
    Aliás, me falaram que o filme é uma versão bem ''floreada'' da vida do Stephen. Na realidade, a coisa não foi tão ''bonita'' assim não, principalmente no que diz respeito à família dele.
    PS: Bem percebido a referência a Doctor Who haha
    Abraços ;)
    armadaescrita.com.br

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