1 de maio de 2015

Resenha do Livro: O Cavaleiro dos Sete Reinos

Título: O Cavaleiro dos Sete Reinos

Subtítulo: Histórias do Mundo de Gelo e Fogo

Autor: George R. R. Martin

Editora: Leya

Ano: 2014

Especificações: 416 páginas


  Há algumas semanas conclui a leitura de O Cavaleiro dos Sete Reinos, da autoria de George R. R. Martin, e que se passa no continente Westeros de noventa anos antes dos acontecimentos de As Crônicas de Gelo e Fogo. Dessa forma, por extrema influência da Celly, do blog Me Livrando, me aventurei a ler a obra que pode ser considerada como a melhor introdução ao mundo criado por Martin. 




  Ao contrário de em ASOIAF, aqui temos um protagonista óbvio. Trata-se de Dunk, ou se preferir, Duncan, o Alto. De origem humilde – da Baixada das Pulgas, em Porto Real –, ele foi acolhido como escudeiro de Sor Arlan de Centarbor, cavaleiro andante. Após anos juntos, o homem morre e é no momento de seu enterro que se inicia o primeiro “conto” do livro, que se dedica a mostrar como Dunk, há pouco tempo tornado Cavaleiro, teve de se virar e seguir adiante sozinho. Como co-protagonista, logo mais conhecemos Egg, o garoto de cabeça raspada que insiste em ser escudeiro de Dunk, que agora já estava se dirigindo a uma competição de Justas que poderia render-lhe um pouco de dinheiro. O conto acaba tendo uma reviravolta e somos surpreendidos com uma revelação acerca de Egg, o que foi o primeiro sinal que tive da genialidade de George Martin no desenvolvimento de sua história. Ali também pude me deparar com a característica mais marcante do autor: mortes. Estava tão profundamente envolvida na história que até me esqueci de me preparar para isso, o que me rendeu um choque que confesso que gostei. Deve ser exatamente por isso que Martin é tão aclamado, pois ele tem um talento natural para nos fazer simpatizar com um personagem e depois matá-lo, despedaçando nosso emocional.
  Ao longo dos próximos dois contos somos ainda mais envolvidos com os personagens. Através de ameaças de tapões na orelha, exclamações de Dunk ser cabeça-dura feito uma pedra, passamos a conhecer mais sobre a personalidade de cada um, o que garante uma afeição sincera pelos dois.


  De forma breve, A Espada Juramentada é o segundo conto e pode ser entendido como a luta contra uma trapaça em plena seca, tratando-se da forma como Dunk age para ajudar o Senhor para quem está trabalhando a recuperar as águas do rio, tomadas pela Viúva Negra por causa da construção de um dique. Aí temos uma as primeiras referências aos dragões negros e vermelhos, os primeiros sendo rebeldes liderados por um príncipe bastardo que queria tomar o Trono de Ferro. Este tema se desenvolve ainda mais no próximo conto, O Cavaleiro Misterioso, que apresenta Dunk e Egg em meio a um casamento nobre e suposto encontro rebelde.
  Como uma pessoa que só assistiu a série Game of Thrones, não tenho como me aprofundar muito nas referências do enredo de O Cavaleiro dos Sete Reinos. Mas sem dúvida, se não fosse por já reconhecer sobrenomes e lugares por minha experiência com a série, tenho a certeza de que me sentiria muito perdida neste livro, mesmo que ele seja considerado introdutório. Em diversos momentos vários nomes e títulos nos são despejados, o que contribuiu para que eu ficasse perdida sobre o que estava acontecendo, quem era quem e do que estavam falando. Contudo, esse obstáculo não chegou a atrapalhar a leitura mais do que o suportável. Mesmo assim, é fácil perceber que George Martin exige demais de seu leitor, devido a sua ânsia de detalhar tudo milimetricamente, como é o caso de justas de cavaleiros, quando vários detalhes de cada uma foram contados, sendo que eu logo esqueci de tudo aquilo. De certa forma, isso é admirável, pois ele demonstra domínio de sua história, mas ainda sim consegue desenvolver uma leitura agradável e não tão cansativa como a de Tolkien, apesar de eu amar mais o segundo autor.

  Antes de começar a assistir Game of Thrones, meses atrás, eu nunca tinha cogitado a possibilidade de ler uma série tão longa quanto ASOIAF. Mas agora, ainda mais depois de enfrentar meu primeiro passo com a leitura de O Cavaleiro dos Sete Reinos, tenho a animação e incentivo necessários para começar A Guerra dos Tronos. Assim, indico a leitura deste livro principalmente às pessoas que, como eu, se assustam um pouco com a densidade de ASOIAF, mas ainda nutrem a vontade de ler a série. E, obviamente, para quem já é fã, essa leitura é obrigatória. 

#ahbemsério, por SHE

8 comentários:

  1. Eu adorei esse livro e, inclusive, resenhei ele também. Num instante acabou pq eu não o soltava rsrs

    Saudações literárias.
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  2. Esse livro é muito bom e gostei muito da sua resenha.

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    1. Que ótimo! E esse sorteio parece incrível!

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  3. Oi, Cris!
    Li esse livro logo que me deparei com ele, e amei a história! Na minha opinião super ajuda a entender o mundo de Westeros, até acho que foi um erro tático não terem publicado essa trilogia antes de Game of Thrones, principalmente pra quem não tem intenção de ler os livros e pretende só assistir a série. Mas, concordo com você sobre o trecho do livro nas justas: pra lembrar todos aqueles nomes, só anotando mesmo! Hahaha.
    Uma pena que até hoje a editora não tenha lançado o segundo e o terceiro volumes, mas continuo na espera! E como sonhar não paga imposto, poderiam lançar as continuações mais esse livro em um volume único - caso contrário metade da minha estante vai ter só livros de Game of Thrones! Hahaha.
    Bjos,

    Mari
    Mari The Reader

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    1. Eu nem sabia que haviam essas continuações de O Cavaleiro dos Sete Reinos. Mas acho que com todo esse sucesso de ASOIAF os outros livros devem ser publicados algum dia.
      São muitos nomes mesmo, não é? Às vezes acho que o Martin não quer que tenhamos uma vida própria, mas que só nos dediquemos a amar sua criação.

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  4. Oi, Cris!
    Eu fiquei encantada com o Dunk, com o Egg e com a amizade que nasceu entre os dois. Não tive o fator surpresa em relação ao Egg porque já conhecia sua história, mas isso não tirou a magia da coisa. Fiquei fascinada em descobrir como nasceu a rixa dos Fossoway, um pequeno detalhe que talvez tenha lhe passado despercebido, mas que em A Guerra dos Tronos a gente vê sendo citado. Me surpreendi em ver que mesmo tendo lido o livro um ano antes, eu lembrei desse detalhe ínfimo a ponto de relacionar com o que acabara de ler em O Cavaleiro dos Sete Reinos! haha
    Enfim, eu adoro o Martin, mas nunca fui uma expert nas tramas dos Sete Reinos porque é uma coisa bem complexa que demanda tempo para entender e compreender. Aí eu li esse livro e pronto, novas portas se abriram! Muita coisa de As Crônicas de Gelo e Fogo é explicada aí, foi tipo uma luz para diversas dúvidas que eu tinha.
    Sobre a sua resenha: ficou maravilhosa. Amei!
    Com carinho,
    Celly.

    Me Livrando

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  5. Aaah, os nomes... Sim, são muitos. Até eu, que já li todos os cinco livros das Crônicas, me confundi várias vezes. Normal </3

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