8 de abril de 2016

A Origem dos Guardiões - Sessão Cinema Forever

  Olá, leitores! As animações no mundo do cinema vêm ganhando cada vez mais destaque notório, seja em forma de bilheteria, boas críticas e até categorias especiais em premiações como o Oscar. Isso se deve a facilidade de explorar diversos universos produzidos em computadores e com isso criar uma infinidade de cenas, personagens e bordões cativantes e mágicos. Eu como um grande fã de animações não poderia deixar de dedicar um espaço do blog pra falar delas.

  O Sessão Cinema Forever, cumprindo isso, trás hoje resenha sobre uma animação muito linda produzida pela DreamWorks (Kung Fu Panda e Madagascar) lançada em 2012. Trata-se de A Origem dos Guardiões, uma das animações que mais me conquistaram dentre uma infinidade que eu já tive oportunidade de assistir.



  Em A Origem dos Guardiões há um universo explorado onde vivem todas as entidades e lendas infantis contadas pelos nossos pais. Jack Frost é uma entidade responsável pelo controle da neve e de fatores climáticos frios e por toda diversão e alegria que deriva do inverno. Ele faz as crianças terem desejo por guerras de bola de neve, corridas de trenó e ânsia por esperar nevar. Jack Frost desconhece suas origens e o que levou o Homem na Lua, tido como a lenda suprema, a salvá-lo de um acidente que quase o matou afogado em um lago congelado.

  O grande problema de Jack Frost é o fato dele ser desconhecido. Os pais das crianças do mundo todo pararam de contar suas histórias, e elas não sabem da sua existência e, portanto, ele é invisível. Isso faz do Jack um adolescente triste e sozinho, por mais que ele se esforce para não deixar transparecer.



  Nesse universo, existe um grupo seleto e responsável por manter a inocência e a alegria das crianças do mundo todo, levando proteção, boas memórias e preservando acima de tudo a infância. Para tal, é necessário que existam crianças que realmente acreditem na existência deles. Isso os alimenta e os dá forças para dar continuidade à sua missão.


  Esse grupo é formado pelos guardiões:



*Papai Noel – aparentemente o líder do grupo e chamado de Norte. É um cossaco russo que usa duas espadas quando a luta é necessária, é exigente e impulsivo. Tem um exército de criaturas peludas que lembram o abominável homem das neves e mora no polo norte onde tem uma base secreta para controle e observação das crianças no mundo todo.


*Coelho da Páscoa – chamado de Coelhão, guarda consigo um bumerangue, consegue viajar através de buracos no chão e mora numa toca onde administra todos os ovos de páscoa. Tem uma rivalidade antiga com o Jack Frost e um temperamento ligeiramente explosivo, principalmente quando alguém tenta diminuir o valor da páscoa.

*Fada dos Dentes – metade fada, metade colibri, ela controla uma revoada inteira de fadinhas-colibris responsáveis pela coleta dos dentes que caem das crianças e pela troca por moedas e presentes. Em seu reino existe um depósito onde guarda todos os dentes perdidos das pessoas e com eles as memórias mais importantes da infância.

*Sandman – no Brasil e em Portugal é conhecido como João Pestana, entidade que administra e arquiteta todos os sonhos, o sono e as boas sensações enquanto se dorme. Ele é mudo e se comunica com imagens de areia projetadas em sua cabeça.   


  A história ganha contexto quando o Breu (bicho-papão) ameaça a ordem e começa a impor pesadelos nas crianças do mundo inteiro, as obrigando a não acreditar nos guardiões, o que começa a enfraquecê-los aos poucos. E então o Jack Frost entra em cena, selecionado a dedo pelo Homem na Lua, para se tornar o mais novo guardião e ajudá-los a enfrentar o Breu e reinstaurar a paz.

  A sacada legal é uma analogia maravilhosa presente na história do Breu. Ele, assim como o Jack Frost, passou a perder forças e caiu no esquecimento porque as crianças foram educadas e ensinadas a não terem mais medo, o bicho-papão tornou-se mera lenda e isso causa um descontentamento no vilão a ponto de impulsioná-lo a querer destruir os guardiões.



  Mas cadê a sacada legal? O Breu já foi poderosíssimo, numa época muito distante. Em certa cena ele afirma que sua época de ouro foi durante a Idade das Trevas, onde as pessoas viviam com medo e apavoradas, onde tudo era condenado e gerava amedrontamento e assim o Breu poderia existir firme e forte. Até que os guardiões foram recrutados pelo Homem na Lua e assim as pessoas, e principalmente crianças, de todos os lugares puderam dar e ter significado as suas alegrias e inocências em comemorações como Páscoa e Natal, antes com contexto e ideologias totalmente destorcidas.



  Pra quem entende um pouco de história, a analogia cai super bem.

  

  Com os guardiões cada vez mais incapacitados e o Breu cada vez mais forte, cabe a Jack Frost salvar não somente as entidades guardiãs e suas festas, como a ordem mundial e a infância que corre o risco de ser perdida e corrompida. Ele deve lidar com seus próprios problemas em alternância com o de todo mundo.

  Ênfase para uma criança extremamente importante no desenrolar do filme. Jamie, que conseguiu enxergar os guardiões em tempos difíceis e em que outras crianças não tinham ousadia de fazê-lo. Ele acaba tendo papéis que definem o rumo da história por completo. Jamie e Jack criam um laço único e afetuoso muito fofo e notável.




  A Origem dos Guardiões convence muito bem em suas cenas de ação, em sua visão de mundo e na desconstrução maravilhosa que foi capaz de fazer com o mundo das lendas infantis. Créditos para o escritor William Joyce, que produziu a obra responsável pela base da narrativa da animação e da qual ela se faz adaptação.


  Mas, mesmo amando essa animação, vamos para as verdades. A Origem dos Guardiões tem um enredo que não é bem fechado e apresenta alguns furos e respostas em aberto. Nada, porém, que realmente comprometa o entendimento e a mensagem do filme no geral, e não tenho certeza que o fato de ser um filme voltado principalmente para o público infantil serve de argumento e justificativa. Se comparada com outras animações de concorrentes, A Origem dos Guardiões não chega a ser emocionante como Wall-E (Pixar), nem divertida e engraçada como Madagascar (DreamWorks) muito menos com muita ação e adrenalina como Os Incríveis (Pixar).



  Contudo, isso não implica que A Origem dos Guardiões seja ruim ou decepcionante, afinal o filme recebeu indicações ao Globo de Ouro, e caso isso não tenha ficado muito claro na sua cabeça sugiro reler esse post.



  E para mim, o melhor do filme é sem dúvida alguma o próprio Jack Frost, um protagonista bem construído, com personalidade e dotado de uma história interessante e atrativa.



Jack Frost <3


  Leitores Forever indica essa beleza de animação para todas as idades.

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