25 de abril de 2016

Resenha do Livro: Caçando Che

  Olá leitores, tudo bem com vocês?

  Hoje trago a resenha de um livro que eu solicitei em parceria com o divo do Grupo Editorial Record. É, nada mais nada menos, sobre "A história da operação militar norte-americana que transformou camponeses bolivianos em força de combate e capturou o guerrilheiro mais famoso do mundo": Che Guevara. Pra quem nunca ouviu sobre ele, deixo abaixo uma pequena biografia sobre o mesmo, extraído do site Mundo Estranho:

Foi um revolucionário que ajudou a instaurar um novo regime político - unipartidário e socialista - em Cuba, que dura até hoje. Para muitos, Che é um mártir que se opôs a ditadores e aos EUA e lutou por sociedades mais justas em países como Guatemala, Congo e Bolívia. Para outros, foi um guerrilheiro obcecado por violência que usou de métodos polêmicos - como perseguir e matar opositores - para atingir seus objetivos. De qualquer forma, é uma figura histórica importante e um ícone cultural em todo o mundo, chegando a ser venerado como santo em algumas partes da Bolívia. Seu nome e seu rosto viraram símbolos de rebeldia, sendo usados até hoje em camisetas, pôsteres, músicas e até games.

  Me interesso muito por livros que abordam temas históricos, e na verdade quase não peguei esse. Foi graças à recomendação de um parente que o solicitei, e admito que não me arrependi.


Sinopse: Ícone da Revolução Cubana, Ernesto “Che” Guevara entrou para a história como um dos maiores símbolos comunistas da segunda metade do século XX, mas detalhes de sua prisão e execução ainda são desconhecidos. Ao esmiuçar relatórios do governo, documentos oficiais e relatos de testemunhas, os jornalistas Mitch Weiss e Kevin Maurer revelam os bastidores de uma das primeiras missões verdadeiramente bem-sucedidas das Forças Especiais norte-americanas, os Boinas-Verdes: aquela que, em 1967, capturou Guevara, então escondido nas selvas montanhosas da Bolívia. Caçando Che narra as façanhas do major Ralph “Pappy” Shelton, que, com uma equipe de especialistas norte-americanos escolhidos minuciosamente, transformou um grupo maltrapilho de camponeses bolivianos nos Rangers, uma força de combate montada para encontrar o guerrilheiro. Além dele, são personagens essenciais da história o general René Barrientos, o agente da CIA Félix Rodriguez e Gary Prado Salmón, comandante boliviano dos Rangers que terminou por prender Guevara.


  Pra começar, a forma romanceada com que essa história real é retratada é crucial. Muita gente não lê livros que abordem assuntos históricos porque não gostam da linguagem e da maneira maçante e cansativa com que as mesmas são contadas, típico de livros didáticos de História. O principal diferencial desse livro é que ele é escrito como se fosse um romance, de uma maneira mais leve, interessante e descontraída, o que me fez aprofundar ainda mais na história e lê-la com mais prazer.


  A linguagem é simples, sem muitas palavras difíceis, o que torna a leitura fluída e ainda mais cativante. Ainda que há alguns termos (militares ou não) que podem não ser tão conhecidos, há notas de rodapé que aumentam o leque de informações e ajudam no entendimento da história.

  Outro ponto positivo é como os capítulos são alternados entre o treinamento, que é o enfoque, e a história dos personagens mais importantes, e como é montado o quebra-cabeça dos acontecimentos que culminaram na captura do guerrilheiro. Ressaltando que o livro narra primeiramente sobre o treinamento que os Boinas-Verdes deram aos camponeses bolivianos (Rangers), mas ainda assim temos a narração da captura de Che e de seu confinamento em La Higuera depois de capturado.


  O livro é dividido em três partes e contém uma lista de personagens com uma mini-biografia de cada um. Como foram muitas pessoas envolvidas nessa captura, as vezes o leitor pode se confundir com tantos nomes, e é aí que essa lista se torna fundamental. Não se preocupem que, com o progresso da leitura, o leitor tende a se acostumar e se lembrar dos nomes que mais aparecem, pelo menos.

  Há algumas páginas lá pela metade do livro com algumas fotografias da época, o que achei super bacana, já que dá uma realidade ainda maior à narrativa.

  O único ponto negativo foi em relação à captura. Talvez eles tenham sintetizado demais, ou não tenham tido muitas informações sobre esse momento, mas me deu a sensação de que essa parte, em específico, ficou superficial. Como o enfoque do livro é mais no treinamento dos Rangers do que especificamente na captura de Che, dei um desconto, mas ainda assim poderia ter sido melhor.

  Por último, algo que quero ressaltar é que o livro foi escrito por jornalistas norte-americanos, portanto em alguns momentos há o ponto de vista dos EUA sobre Che Guevara ou sobre o comunismo no enredo. Como a maior parte dos personagens que têm sua história de vida exposta no livro é americana, a opinião é mais contra do que a favor. No entanto, em alguns poucos momentos temos o outro lado da moeda, o ponto de vista dos adeptos do comunismo e apoiadores de Che. Essa maneira com que as opiniões são mostradas, mesmo que não proporcionalmente, é outro ponto interessante.

  O livro conta com um total de 279 páginas. A capa não é uma das mais lindas, mas é interessante. As folhas são amareladas e a fonte está em ótimo tamanho. Além de outros, o livro conta com a lista de personagens, posfácio, índice e um mapa da Bolívia muito legal ainda que simples. Ah, e as imagens no meio estão em ótimo tamanho e com legendas descritivas.


Algumas das imagens e suas respectivas legendas.
  Recomendo esse livro para quem se interessa pelo Che Guevara e/ou pelo comunismo e/ou simplesmente achou o livro interessante, seja pela sinopse, resenha ou ambos. É uma leitura bastante interessante.

  E aí, leitores, alguém já ouviu falar sobre esse livro? O que acharam? Leriam?

  Por hoje é isso. Beijos =D

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