5 de maio de 2016

Resenha do Livro: Carta Náutica das Desimportâncias

  Olá leitores, tudo bem com vocês?

  Hoje trago a resenha do livro Carta Náutica das Desimportâncias, da autora Fabíola Rodrigues. Esse livro foi mais uma indicação do José da agência literária Oasys Cultural, pelo qual me interessei pelo fato da autora ter morado na África, o que resultou em textos que caracterizam essa vivência. Sem mais delongas, vamos para a resenha:


Sinopse: As palavras – belas, insólitas, extraordinárias – arrumadas em formas raras e surpreendentes delimitam os versos do primeiro livro de poemas de Fabíola Rodrigues. Durante quatro anos ela andou pela África vislumbrando cenas, aromas e saberes tão exóticos e ao mesmo tempo tão familiares. Essa vivência marca muitos textos, mas também há os que transbordam feminilidade, sensualidade e a urgência de expressar-se através da poesia. Os poemas de Fabíola envolvem o leitor em uma aura única, conduzindo-o por um tempo e lugares esquecidos, porém presentes.
De Nampula a Itabira, da despedida ao encontro, atravessando a ponte atlântica que nos une à mãe-áfrica, esta Carta Náutica das Desimportâncias marca a estreia de uma poeta de estilo único, que sabe aliar uma extrema riqueza de vocabulário e de recursos linguísticos (metáforas, aliterações) a um texto que conversa com o leitor como se este fosse um velho amigo.


  Para começar, o livro é composto por vários poemas. Eles variam bastante de tamanho, sendo que há uns que possuem um só parágrafo e outros que ocupam duas páginas inteiras, por exemplo.

  Um dos pontos principais que quero ressaltar aqui, que nesse caso é negativo, é que a linguagem é difícil (pelo menos para mim). Como já é dito naquele trecho ali em cima, a autora une uma grande riqueza de vocabulário com vários recursos linguísticos, o que torna os poemos meio complicados de serem compreendidos. Tirando um poucos poemas, só entendi a ideia central, e houve alguns outros em que não entendi nada devido à complexidade, o que me frustrou um pouco.

  Creio que, para o livro atingir mais pessoas e fazer as mesmas se interessem, ele deveria contar com uma linguagem um pouco mais acessível. Ainda assim, eu entendo e admiro e muito a autora pelo vocabulário ampliado e pela forma de construção dos poemas, já que, com certeza, ela o faz com muita destreza.

  O livro é bem simples, com uma capa simples e nada chamativa, orelhas e uma boa fonte, que abrigam o talento de uma autora nacional iniciante.

  A leitura é rápida, já que a quantidade de páginas e o tamanho dos poemas tornam a mesma fluída, mas, como já disse, devido à linguagem, na maioria dos casos só captei a ideia geral dos poemas.

  Lembrando que peguei esse livro porque estou lendo mais livros de poemas de novos autores nacionais e achei que seria uma leitura mais leve, além do fato de a autora ter morado na África, que já citei anteriormente, ter despertado meu interesse.


Esse poema na contracapa é o meu preferido, que retrata bem a África.
  Por último, recomendo esse livro para pessoas que gostam de poemas que abrigam uma temática africana, nesse caso, ou para aquelas que simplesmente se interessaram pelo livro. Foi uma ótima leitura mesmo com os pontos negativos.


  E aí, leitores, já ouviram falar desse livro? O que acharam?
  
  Beijos =D

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